• Alexander Conceição

Há dois anos, acertamos em cheio: o Flutter viabilizou um sonho




Quem trabalha com tecnologia, conhece bem o desafio de escolha da Stack em novos projetos. Você começa a pensar e logo a mente se enche com as mais diversas perguntas:


  • O que se encaixa melhor em meu escopo?

  • Como está o ecossistema daquela linguagem?

  • E a comunidade? É grande ou está crescendo?

  • Devo escolher uma linguagem funcional ou orientada a objetos?

  • Qual linguagem atenderá a meus requisitos de performance?


Mas principalmente: qual linguagem possui a melhor PERSPECTIVA para atender meu projeto a longo prazo?


A decisão


Tínhamos entre 2019 e 2020, na Evlos, um grande desafio em mãos: a reconstrução de nossa "espinha dorsal", o SuperApp em que são acopladas todos os novos módulos contratados por nossos clientes. As preocupações, como exploramos anteriormente, eram as mais variadas. Escolher o Flutter em 2022 é fácil, a comunidade cresce a cada dia, o número de novos aplicativos está apresentando altas astronômicas, ou seja, a tecnologia está testada e aprovada. Naquela época, a coisa não era tão simples assim. Tivemos que formar nossos programadores pois não existia quem contratar com experiência. Como diz todo avô: isso aqui era tudo mato!



Com pouco conhecimento e poucas referências, o que você faz? Cria suas próprias. Incontáveis horas de estudo, workshops internos e MUITA refatoração. Erramos bastante, acertamos um pouco mais e, enquanto o mercado estava começando a perceber as vantagens dessa grande plataforma, já estávamos colocando sistemas em ambiente produtivo.


Como nem tudo é um mar de rosas, é claro que tivemos alguns problemas. Era uma plataforma nova e sabíamos disso. "Ta na conta", como diz nossa CEO. Mudanças estruturais importantes surgiram com a implementação do Null Safety na linguagem Dart e nossos sistemas precisaram de uma refatoração completa. Estou dizendo do arquivo main ao arquivo de client para chamada das APIs. Mãos à obra. Altera código aqui, troca pacote sem suporte ao Null Safety ali. Aproveitamos, claro, para trazer mais novidades ferramentais e melhorias aos sistemas.


Por que Flutter?


Times segregados para cada tipo de plataforma não são escaláveis. A escolha do Flutter se baseou em poder garantir que todas as funcionalidades poderiam ser completamente entregues por times únicos. Sem aquele risco de cada equipe criar um determinado módulo à sua maneira.


Uma única forma de trabalho significa mais controle, um único padrão. Sem contar o quão mais rápido e seguro é criar testes, realizar merges e estar preparado para momentos de deploy.


Como nossos clientes, independente do produto, estão distribuídos em uma code base padronizada. Conseguimos atender a escala, o que é extremamente difícil para empresas que atuam no front-end. Afinal, quem nunca tomou uma "decisão estratégica" de pular fora do front e focar em APIs para poder escalar melhor? Aqui não.


Mas e o sonho?


O resultado foi e está sendo incrível: uma plataforma sem limites. Um sonho, como disse o título. E sem essa de Click Bait. Temos um sistema completamente versátil, modular da cabeça aos pés. Quer um banco digital com a sua marca? Uma corretora? Uma asset? Private Bank? Talvez câmbio ou crédito? Do cashback ao link de pagamento com Conciliação, essa é a sua plataforma.


Tudo isso montado de maneira extremamente rápida, sem perda de qualidade. Ou você conhece alguma empresa que chega na reunião de vendas com o sistema do cliente pronto? Combinando tudo isso com uma Infra as Code incrível, estamos falando de Super Apps para todas essas linhas de negócio e que, resolvidos os itens regulatórios (equipe, processo etc), podem ir ao ar em poucos dias.


Nem todos estão preparados para tomar decisões de risco. Utilizar uma tecnologia ainda emergente pode se transformar rapidamente em um pesadelo. "É caca na velocidade da luz", como dizemos por aqui. Mas acertamos em cheio e somos especialistas em uma das tecnologias mais promissoras do mercado, com empresas como Nubank, Toyota e, claro, o próprio Google.

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